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Um novo olhar sobre a recuperação judicial


Marcos Andrey de Sousa – Advogado da Cavallazzi, Andrey, Restanho & Araujo Advocacia

A crise econômica provocada pelo Coronavírus obrigou muitas companhias nacionais a utilizar o instituto da recuperação judicial. Os legisladores, convencidos de que esse pode ser um instrumento importante para a sobrevivência dos negócios no pós-pandemia, discutem projetos que modernizam as regras definidas na Lei nº 11.101, em vigor desde 2005, e oferecem condições favoráveis para tornar menos árido o ambiente de negócios para as empresas em processo de reestruturação.

A visibilidade do assunto pode contribuir para que o empresariado e os gestores públicos brasileiros percebam a importância da reestruturação empresarial como ferramenta eficiente para evitar a falência de pequenas, médias e grandes organizações. Nada obstante os dados e notícias acerca do aumento de pedidos de recuperação judicial e de recuperações extrajudiciais no Brasil, o número de empresas que se utilizam dos instrumentos de insolvência para sua reorganização ainda é muito baixo em comparação ao que se vê no em outros países. Estes baixos índices não são coerentes para um país com uma economia como a nossa.

Há razões culturais e legais que explicam. Em geral, empresários resistem aos instrumentos de recuperação por motivos variados: entre eles, destaque para o injustificado constrangimento e as experiências ruins vividas com antigos e ineficientes institutos que não mais vigoram, como a concordata.

Há que se esclarecer, antes de tudo, que crise financeira não é sinônimo de erro. As empresas exploram atividades de risco por natureza e passam por reveses em qualquer lugar do mundo. Afinal, a atividade econômica é sujeita a fatores endógenos (internos) e exógenos (externos), que por vezes conduzem a situações de dificuldade nem sempre atribuíveis aos empresários e administradores. As assimetrias de informações também são inerentes a todos os mercados, induzindo a tomada de decisões e rumos cujos resultados nem sempre são os esperados. Portanto, a adoção de medidas de reestruturação deve fazer parte da vida das empresas, conforme se verifica na história da economia mundial.

A crise econômica provocada pela pandemia é prova disto. Ela tem atingido gravemente as empresas. Ou seja: nem sempre a crise pode ser atribuída ao empresário. Diante disso, os únicos fatores que não podem preponderar na análise do caminho a seguir são a idiossincrasia, o receio, a incerteza e até o constrangimento em buscar o auxílio necessário para o soerguimento dos negócios.

Há ainda uma questão jurídica a ser considerada. No Brasil, a adoção de qualquer medida de recuperação ainda depende, única e exclusivamente, de decisão e iniciativa do empresário em crise. Em outros países como a França e os Estados Unidos, citados apenas como exemplo, tal iniciativa pode ser tomada por terceiros, inclusive pelos credores. A lei de recuperação de empresas brasileira tem origem em um projeto de lei de 1993. Durante o longo trâmite legislativo, chegou-se a sugerir a inclusão de previsão legal permitindo aos credores requerer a instauração de medidas que buscassem não necessariamente a falência e a liquidação da empresa devedora, mas também sua reorganização e recuperação. É o que se denomina na legislação americana de involuntary petition.

Todavia, tal previsão foi retirada ainda durante o trâmite do projeto de lei que culminou na Lei nº 11.101/2005. Portanto, pela sistemática vigente no Brasil, a falência pode ser requerida pelos credores, pelo próprio devedor (autofalência) ou pelos seus sócios, herdeiros e cônjuges, mas a recuperação judicial e a recuperação extrajudicial, instrumentos que visam à superação da crise empresarial, só podem ser requeridas pelo próprio empresário devedor (empresário individual, sociedade empresária ou pela EIRELI).

Na época, a justificativa era a de que não havia ainda no Brasil o amadurecimento necessário para permitir aos credores esta iniciativa. Necessitávamos ainda, segundo aquele discurso, da absorção de outras mudanças significativas, de acordo com as regras que passaram a vigorar, tais como: a possibilidade de o empresário devedor adotar meios ilimitados de recuperação; a sujeição aos planos de recuperação judicial dos créditos trabalhistas, com garantia real e privilegiados; a submissão dos planos de recuperação a aprovação dos credores; a venda de ativos sem sucessão, mesmo trabalhista e tributária.

Ocorre que o tempo é fator importante nessa equação. Há que se respeitar o momento ideal para adotar as medidas de recuperação da empresa. Cabe ao empresário, diante de um quadro de agravamento de crise, analisar o atual estado da organização, ou seja: a viabilidade, a composição das dívidas, o patrimônio, a capacidade de geração de caixa e sua projeção. A aferição se dá, preferencialmente, através de diagnóstico, ou due dilligence, que permite aferir qual o melhor plano de ação para a recuperação da empresa, que pode ser desde a renegociação com credores específicos, a renegociação coletiva com os credores ou, se tais medidas não se mostrarem suficientes, a recuperação extrajudicial ou, em último caso, a recuperação judicial. O fundamental, no difícil momento que enfrentamos, é fazer o possível e o adequado para sobreviver.

Postamos aqui artigo publicado no ESTADÃO

 

 

 

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Criando uma nova cultura organizacional? Saiba por onde começar!


Você já parou para colocar na ponta do lápis quanto custa contratar um novo colaborador? Quando o gestor faz essa conta, fica claro que é mais econômico reter talentos que fazem parte do time do que iniciar um novo processo de contratação.

Além do impacto financeiro, a longevidade da equipe é fundamental para disseminar e fortalecer a cultura organizacional pela qual a empresa preza. Esse conceito representa os valores, comportamento e código de conduta que rege as relações na instituição.

Devido a sua importância decidimos explorar esse tema e explicar o seu papel na satisfação da equipe no ambiente de trabalho. Continue lendo para saber mais!

 

Promove a atração e retenção de talentos

Encontrar profissionais qualificados, comprometidos e inovadores já é um desafio diário para a equipe de Recursos Humanos tendo em vista que o mercado está cada vez mais competitivo, as empresas cada vez se tornando mais atrativas e buscando serem bons lugares para se trabalhar.

Porém, contratar esse profissional é apenas o primeiro passo. 

Na prática, é preciso manter os colaboradores engajados com a empresa por meio de um conjunto de incentivos e programas de meritocracia. Essa prática é transformadora para o ambiente de trabalho, pois cria um forte senso de pertencimento e compatibilidade com a cultura organizacional.

 

Ajuda a reduzir custos

As empresas que têm elevado nível de turnover, ou seja, alta rotatividade na contratação e demissão de pessoal, lida com os custos desse problema. Conduzir o processo de seleção, contratação e treinamento de profissionais tem um custo elevado, tanto financeiro quanto de tempo.

Some a isso o fato de que todo o processo de demissão, além de requerer o pagamento de verbas rescisórias, ainda prejudica a produtividade do time afetado com a saída de um colaborador e da empresa como um todo que depende da atividade por ele desenvolvida. 

O desequilíbrio financeiro acontece porque a empresa está investindo no aumento da equipe, mas não está tendo o retorno esperado.

 

Aumenta o engajamento

Ao estabelecer uma cultura de colaboração, os funcionários replicam os comportamentos esperados. Esse é um fator que ajuda a criar um clima favorável, o que melhora a cooperação e a comunicação em todas as esferas da hierarquia.

O engajamento também é fruto da visão dos gestores que devem promover boas práticas para construir esse relacionamento. Como resultado, a empresa conquista um elevado patamar de produtividade e alinhamento com a conduta da empresa.

 

Favorece o desenvolvimento de líderes

A promoção interna é um dos maiores motivadores para a equipe. Nós reconhecermos o valor de contratar no mercado para trazer novas perspectivas, mas é preciso favorecer quem já conhece bem o funcionamento da organização.

Para que isso seja possível é fundamental criar um programa de treinamento e qualificação interna buscando formar líderes e desenvolver futuros gestores. Além disso, um plano de carreira abrangente favorece que o funcionário continue fazendo parte do negócio devido a perspectiva de crescimento na carreira.

 

É um fato que uma equipe satisfeita com o ambiente de trabalho produz mais e melhor. Todos os elementos que explicamos acima fazem parte de uma cultura organizacional que ajuda os colaboradores a crescerem e atingirem todo o seu potencial. 

Por fim, crescer é um esforço conjunto que requer colaboração e motivação.

Se você tem experiência com o desenvolvimento de cultura organizacional ou quer compartilhar como a sua empresa desenvolve esse conceito, deixe o seu comentário. Nós queremos conhecer a sua opinião sobre o tema!

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Gestão à distância no RH: 4 dicas para torná-la mais eficiente


O cenário de pandemia gerou uma demanda importante e que até hoje é um desafio para os profissionais de RH. Um dos pontos é, principalmente, conseguir gerenciar os times de forma remota, com excelência e sem prejudicar o andamento das atividades na empresa.

Gerenciar os times à distância pode ser um grande desafio. Contudo, quando você segue as medidas corretas, torna-se muito mais fácil se adequar para novos cenários. A gestão à distância no RH já não é mais um assunto do futuro e sim do presente, afinal, muitos negócios não pretendem voltar com atividades presenciais, atuando em modelos híbridos ou totalmente remotos.

 Confira a seguir 4 dicas importantes para tornar essa gestão mais eficiente. Veja mais a seguir:

 

1. Acompanhe os profissionais de perto

Ok, você pode perguntar agora: mas como acompanho os profissionais de perto se eles estão distantes geograficamente? Aqui está o grande cerne da questão: precisamos utilizar mecanismos que, justamente, auxiliem a trazer mais proximidade no dia a dia.

Para isso você pode adotar soluções que permitam trocas com os gestores de cada setor, podendo assim acompanhar rendimentos e analisar quais áreas estão indo bem e quais precisam de mais atenção. Com isso, o profissional de RH pode intervir de forma proativa e reequilibrar os times, mesmo que à distância.

 

2. Mantenha a comunicação aberta com os times

Um dos pontos fundamentais da gestão de pessoas é incentivar as trocas de informações com uma comunicação aberta, assertiva e clara entre lideranças e times. Por isso, uma forma para que o RH possa intervir com uma gestão à distância eficiente é trazendo ferramentas de comunicação para o ambiente interno da empresa.

Além disso, incentivar essa abertura por parte das lideranças é fundamental. Conscientize os gestores sobre a possibilidade de sempre manterem esse canal aberto, realizando bate papos coletivos e individuais, pois isso é significativo para o engajamento com as equipes, principalmente em um cenário de trabalho remoto.

 

3. Mantenha controle sobre as metas de produtividade

Converse com as lideranças sobre manterem-se atualizadas quanto às metas de produtividade do time e de cada profissional. Utilizar um software que mantenha essas informações atualizadas pode ser uma forma interessante de melhorar a gestão de pessoas e evitar desequilíbrios entre as tarefas.

Com isso, tanto RH quanto a liderança do setor devem analisar a situação como um todo e identificar se há problemas com alguém em específico que precisa ser solucionado. Desta forma, o gestor de pessoas pode chamar profissional e liderança para conversarem e entender se há questões que estejam afetando-o pessoalmente. A partir disso, há uma postura proativa na resolução de problemas e não compromete o clima organizacional.

 

4. Conte com softwares específicos

Para tudo que listamos anteriormente e, assim, ter uma gestão à distância realmente eficiente, é por meio das tecnologias. A transformação digital, acelerada ainda mais com a pandemia, trouxe novas soluções que permitem aos gestores das mais diferentes áreas conseguirem acompanhar todas essas questões com maior eficiência e trocar dados com os profissionais de RH quando necessário.

A gestão à distância no RH é o futuro do setor. Por isso, invista em tecnologias importantes que auxiliarão no dia a dia.

 

Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe nos comentários e responderemos!

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Redução de custos: conheça as 8 melhores práticas!


Na busca constante de excelência na gestão, várias práticas precisam estar em permanente desenvolvimento e uma delas com certeza é a redução de custos.

Há tecnologias e insights para isso, mas geralmente, uma gestão eficaz segue um conjunto de boas práticas. Ainda que não haja uma fórmula pronta, aderir essa linha pode ser crucial para aprimorar tal demanda.

Dessa forma, desenvolvemos um artigo rápido e focado nas melhores práticas de redução de custos.

E se você ler até o final, terá um bônus especial. Acompanhe!

 

Quais as melhores práticas para redução de custos em negócios?

Muitas dessas práticas compartilhadas referem-se a mindset. Nesse ponto, é fundamental que o gestor vá além de buscar macetes, dicas e sugestões e tenha uma mentalidade consciente com os custos empresariais. Veja:

1. Corte de gastos

O corte de gastos é um dos principais elementos de redução de custos. Você pode fazer uma análise e identificar os gastos supérfluos e buscar com maior atenção outras possibilidades de diminuição. Veja agora algumas ações:

  • analise o processo produtivo e identifique repetições e gaps;
  • busque condições mais favoráveis com fornecedores e renegocie as compras;
  • elimine desperdícios de energia elétrica, uso de água e custos com insumos;
  • identifique custos irrelevantes para funcionários ou ineficazes para o negócio e elimine;
  • analise o enquadramento tributário da empresa e verifique possibilidades de elisão fiscal.

Além disso, tenha um monitoramento recorrente de gastos por meio de análises de relatórios e tendências para observar custos excessivos em épocas sazonais e em eventualidades.

2. Renegocie dívidas

É comum que as empresas passem momentos de crises e enfrentem pesadas dívidas. Há situações em que a dívida é positiva para o negócio e ocorre para um investimento em inovação ou melhoria.

Por outro lado, erros de gestão financeira podem gerar distorções no orçamento e levar as dívidas a níveis muito elevados. A renegociação de valores, taxas de juros e prazos mais adequados à capacidade empresarial é fundamental nesse ponto.

O ideal é que a negociação seja feita em cima das possibilidades da empresa. De nada adianta tentar renegociar e não cumprir o acordo. Nesse caso, a empresa perde a credibilidade.

3. Terceirize atividades

Uma boa dica é focar nas atividades fim e deixar as atividades meio para empresas especializadas. Assim, você economiza com pessoal, infraestrutura, capacitação e uma série de outros custos.

Atente para terceirizar na medida certa. Excessos ou faltas podem ser prejudiciais de forma semelhante e impactar negativamente nos custos empresariais.

Em muitos casos, há soluções corporativas de empresas especializadas que contribuem muito para responder em determinada demanda e evitar que o gestor tenha que criar uma infraestrutura com equipe capacitada, que normalmente sai muito mais cara que a terceirização.

4. Automatize processos

Diversos processos mecânicos que eram praticados há algum tempo podem ser substituídos pela automação. Nesse ponto, custos com xerox, alocação de profissionais e infraestrutura podem ser facilmente suprimidos. Dentre as principais soluções de automação, destacamos:

A ideia é identificar rotinas e tarefas repetitivas, que não exijam raciocínio humano e automatizar essas ações. Os processos manuais geralmente não são muito atrativos para as pessoas e ocupam um tempo considerável de trabalho.

Dessa forma, a automação acaba acelerando a produção e liberando períodos livres para que os colaboradores tenham tempo de pensar em melhorias e processos evolutivos para o negócio.

5. Aplique tecnologia em nuvem

A tecnologia em nuvem, também conhecida como cloud computing, também entra nessa pauta de redução de custos, principalmente em relação à infraestrutura.

Há diversas soluções no mercado que agregam um excelente valor integrando a organização dos dados empresariais, adicionando segurança da informação e transferindo o armazenamento de dados para um servidor virtual.

O investimento em cloud é um dos meios mais inteligentes de redução de custos para um negócio. A tecnologia é uma tendência natural para as empresas e representa um grande diferencial competitivo.

6. Conscientize a equipe

Outra excelente maneira de reduzir custos é por meio da conscientização geral. Não só o líder deve dar o exemplo com uso responsável dos recursos de trabalho, mas também é importante conversar com a equipe.

Você pode elaborar uma pequena cartilha simples e rápida e compartilhar na rede ou até promover reuniões rápidas para orientar as pessoas sobre o uso econômico dos recursos e meios de serviço.

Além disso, é importante orientar os gerentes a evitar a alocação de colaboradores em horários fora do expediente para reduzir ao máximo horas extras. O controle de banco de horas é um bom exemplo de inteligência nessa gestão.

7. Faça gestão de estoque e logística

A transformação digital impactou praticamente todos os setores de negócios, promovendo tecnologias e inovações. Na Logística, isso não é diferente, no entanto, essa área ainda exige muito trabalho operacional que demanda um custo elevado para o gestor.

Nesse sentido, é muito importante que esse setor seja bem administrado, buscando meios de otimização para aprimorar entregas, eliminar retrabalhos, diminuir a necessidade de infraestrutura para armazenamento de produtos, dentre outras práticas.

O conjunto dessas ações, aliado a uma boa solução de gestão, são os pilares para redução de custos nessa demanda. Assim, é fundamental que o gestor tenha essa atenção para economizar.

 

(Bônus) Por que a performance corporativa interfere na redução de custos?

A redução de custos pode ser um benefício natural de uma importante estratégia de gestão: a performance corporativa. Além disso, outras funcionalidades desta solução são extremamente úteis para um negócio como:

  • aumento de produtividade;
  • aprimoramento de tomada de decisão;
  • redução de custos operacionais; dentre outras.

Na verdade, a performance corporativa é o principal objetivo de uma das soluções da Senior: o BI (Business Intelligence). Por meio deste módulo, a tomada de decisão será bem mais precisa e inteligente e por consequência, mais econômica.

Agora você tem uma noção muito mais completa sobre a importância da redução de custos e suas melhores práticas. Isso é fundamental para um negócio otimizar sua lucratividade.

 

Neste artigo, você descobriu as 8 melhores práticas para garantir redução de custos em um negócio. Além disso, entendeu como a performance corporativa é fundamental neste cenário.

Aliás, se você quer ir muito além da redução de custos, aproveite a oportunidade e se aprofunde em performance corporativa!

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